Imagem é tudo
Acabei de ver meus hermanos na Argentina protestando e gritando contra o Bush na TV. Senti algo estranho. Acho que vontade de estar lá no meio, gritando contra o assassino. Acho que me sentiria mais útil, apesar de tal ato não colocar comida na boca de ninguém.Ele disse em Brasília que as minorias não podem ser esquecidas. Ainda bem que é coerente. Não esqueceu a minoria iraquiana. Matou boa parte dela para poder pegar o Saddam e cair de cara no petróleo.
E o detalhe é que o nosso presidente o recebeu para um churrasco. Afinal de contas, precisa manter as boas relações com os Estados Unidos. Escroto. Neste ponto, prefiro Fidel e Chavez. Se bem que nenhum dos dois me fascina. Aliás, dão nojo. Ditadores que não aceitam o livre pensamento e punem com violência. Cuba é pobreza pura. Mas tem gente que ainda acha que ele é um revolucionário.
Há 46 anos ninguém pode disputar a presidência. Quem pensa contra Fidel apanha e é preso. E depois não arruma mais emprego, já que a maioria das vagas é pública. Comunismo. Todo mundo come merda. Que beleza.
Se alguém quiser sair do país, tem que tentar escondido. Li histórias de alguns que tentaram. Levaram tiros e foram presos, porque tentavam nadar para a fronteira dos Estados Unidos. Ernesto, um dos maiores argentinos da história, revira onde está. Não era isso que ele tinha idealizado, tenho certeza.
Para completar, o discurso de Fidel é incoerente. Afinal de contas, ele teve que abrir as pernas. Abriu uma exceção à lei do embargo em 2000 e agora os Estados Unudos tornaram-se o maior fornecedor de alimentos para a ilha, que acaba de comprar US$ 20 milhões em comida em Dakota do Norte. O ditador deve ter saudades da União Soviética e seu dinheiro.
O que importa é a imagem que a pessoa vende. Porque a humanidade a compra.
